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No Visão Crítica, Jacqueline Valles e Marcelo Figueiredo analisam se o STF atuará como mediador na crise entre Executivo e Legislativo. Com a judicialização do IOF como pano de fundo, os especialistas debatem o perigoso precedente de acionar o Judiciário em todo e qualquer impasse político, e as implicações dessa intervenção para a harmonia dos Poderes.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/8Qy40gloHgg

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Transcrição
00:00Coloco a bola, tudo é futebol no Brasil, para a doutora Jaqueline.
00:04Como é que ficamos nesse conflito no campo legal entre o executivo e o legislativo passando a bola
00:12para o judiciário resolver uma pendência que é grave entre os dois poderes?
00:17Boa noite, Vila. Boa noite a todos.
00:19No campo legal sempre há um senso de noção em termos de...
00:25A lei está lá, a lei está pronta para ser usada, mas quando você percebe que há um conflito
00:33entre uma instituição que é o poder legislativo com o poder executivo, o que eu penso nisso daí?
00:46É sempre bom levar para o judiciário para que o judiciário possa resolver o problema
00:53entre essas duas instituições que são muito bem representadas na sua democracia?
01:00Será que não tem outro meio de chegarmos ao senso comum de...
01:06Porque quando se leva ao judiciário, o judiciário vai ter que pontar, pontar sobre um dos lados
01:14muito radicalmente.
01:17Será que é isso que o Brasil precisa hoje de mais umas...
01:21Olha, se ele pontar para o legislativo, então nós somos eles, contra eles, que nem mostrou a reportagem,
01:27em termos de radicalização.
01:29Então, a legislação, ela é muito clara, ela deixa algumas interpretações, que essas
01:36interpretações podem se fazer com que o judiciário seja chamado sempre para esse litígio.
01:43Mas, Vila, eu entendo que esse litígio não é propício nesse momento, tá?
01:48A conversa, o consenso entre o poder legislativo com o poder executivo seria muito mais promissor,
01:57muito mais claro para a sociedade.
02:01Agora, o que nós temos?
02:02Nós vamos levar para o judiciário e ficar todo mundo atento ao judiciário.
02:05O que será que o judiciário, o STF, vai falar?
02:09Vai radicalizar novamente.
02:11Porque, para uns, o STF está extremamente politizado, para outros, não.
02:16Ele serve como resolução de problemas.
02:19Então, a lei, como você perguntou no começo, a lei como é que fica?
02:22A lei está lá.
02:22Mas, o bom senso de utilizá-la é muito bem, bem-vinda nesse momento.
02:28E, uma situação que eu, particularmente, não estou vendo o bom senso.
02:32Veja, conversa, vamos ver se dá.
02:35O STF, como a gente sempre fala, né, Marcelo?
02:37O STF, o judiciário, é sempre o último.
02:40As pessoas têm que se resolver.
02:42Porque, colocar um outro poder no meio para interferir sobre os outros dois,
02:47é uma coisa, é uma situação muito, não é frágil, é radical, é grave.
02:55Porque acaba sendo, realmente, formador de opinião e não formador de consenso.
03:02Doutor Marcelo Figueiredo, justamente, pegando um gancho da doutora Jaqueline,
03:08como é que fica essa situação?
03:09Lembrando a quem nos acompanha, que o judiciário é um poder inértil.
03:14Ele só age quando provocado.
03:16E eu sempre comento a vocês, provocado não na linguagem vulgar,
03:19mas no campo jurídico.
03:21Ou seja, se é alguém do executivo, do legislativo, que provoca.
03:25No caso, então, ela teve o governo federal e o partido, o PSOL,
03:30que também entrou com uma representação no Supremo Tribunal Federal.
03:35Doutor Marcelo Figueiredo, como é que fica essa questão
03:38dessa relação entre os poderes, especialmente,
03:41a tensão entre executivo e legislativo.
03:44E, como a doutora Jaqueline lembrou, o judiciário é acionado.
03:47Lembrando, eu sempre falo que era bom estudar a nossa Constituição,
03:51deveria ser uma leitura obrigatória.
03:53No terceiro ano do ensino médio, lembrar que, na cabeça do artigo 102,
03:57quem é o guardião da Constituição?
03:59É o Supremo Tribunal Federal.
04:00Como é que ficamos com isso?
04:03Bom, boa noite a todos.
04:04É um prazer estar aqui.
04:05Bom, boa noite aos ouvintes, enfim, a todos que nos assistem.
04:11Bem, em realidade, você disse bem, Vila, nós temos três poderes no Brasil.
04:18Teoricamente, o legislativo faz a lei e fiscaliza o executivo.
04:23O executivo aplica a lei e governa.
04:26E o judiciário julga os conflitos individuais e coletivos.
04:29Há havendo conflito entre eles, o judiciário julga.
04:33Mas essa, teoricamente, essas três funções típicas e atípicas,
04:42na verdade, hoje no Brasil, já há algum tempo,
04:45a questão não vem de hoje, já há alguns anos atrás,
04:48de cinco, dez anos, talvez, por aí,
04:52tem havido uma tensão maior entre os poderes.
04:55O legislativo tem, de alguma maneira,
05:01tem entrado na esfera do executivo,
05:06por exemplo, através das emendas.
05:08O executivo não consegue convencer o legislativo
05:13dos seus projetos políticos, das suas políticas públicas,
05:18e acaba jogando os problemas para o judiciário.
05:20O judiciário, provocado, como você bem disse,
05:22é obrigado a se manifestar.
05:25Eu, pessoalmente, acho que ele não é obrigado sempre a se manifestar
05:32da forma como tem se manifestado.
05:34Eu sou daqueles que, lendo nos livros dos próprios ministros do Supremo,
05:39que foram alguns professores, são professores,
05:43de direito constitucional, inclusive,
05:46eu vejo que muitos deles escreveram páginas e páginas
05:49sobre a autocontenção judicial.
05:51O que seria isso?
05:54Em situações em que é mais conveniente que o Congresso legisle,
05:58que o Congresso amadureça o tema e debata, etc.,
06:02isso o Supremo deveria dizer,
06:05não, decida você, Congresso,
06:08ou lhe dou um prazo de um mês, dois meses, seis meses, um ano,
06:11para resolver a questão.
06:12Se você não resolve, eu serei obrigado a resolver em último grau,
06:17em última instância.
06:18Eu acho que, de uns anos para cá,
06:21tem faltado um pouco essa autocontenção do Supremo Tribunal Federal.
06:28Eu entendo, claro, que o Supremo tem uma obrigação de decidir,
06:32ele é provocado, ele não decide sozinho, da cabeça dele.
06:37Entretanto, ele tem também a prerrogativa de dizer,
06:43não, no momento eu me reservo o direito de aguardar o Congresso.
06:48Em certas situações, e nós temos vários exemplos disso recentemente,
06:53como o caso das drogas, da maconha, enfim,
06:57a criminalização da maconha, do traficante, do usuário, etc.,
07:01uma série de situações em que, na minha avaliação,
07:05seria mais prudente o Supremo aguardar uma manifestação,
07:10ou convocar, vamos dizer assim, o Congresso,
07:13exigir, entre aspas, ou puxar a orelha do Congresso,
07:17como a gente costuma dizer,
07:19olha, por favor, legisle, cumpra a sua obrigação,
07:22assuma o seu compromisso.
07:24E, às vezes, isso não é possível.
07:26Então, causa esses conflitos.
07:28Nós estamos vivendo um momento de tensão,
07:30de conflito, claramente, um conflito,
07:33quer dizer, o presidente cria um tributo,
07:36enfim, aumenta um tributo, uma alíquota de um tributo,
07:40e o Congresso suspende aquela tributação.
07:46Os dois acham que têm razão.
07:48E, como ninguém consegue um consenso,
07:51se procura ainda, está se procurando um consenso,
07:53quem sabe o Supremo possa conduzir uma negociação aí,
07:59que até o momento não foi possível.
08:02De qualquer maneira, vamos aguardar.
08:06Existe uma questão puramente jurídica,
08:08existe uma questão política,
08:10que me parece que absorve a questão jurídica.
08:12A questão não é só jurídica,
08:15porque jurídica seria fácil de resolver.
08:18Pode ou não pode o presidente editar esse decreto,
08:21e pode ou não pode o Congresso suspender esse decreto.
08:24Essa seria uma questão até de simples resolução,
08:28muito fácil.
08:28Qualquer tributarista sabe dizer
08:32se o presidente podia ou não fazer o que fez.

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