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  • 26/06/2025
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto (foto), disse hoje que, para cumprir a meta de inflação de 2023, seria necessário aumentar a taxa básica de juros para 26,5% ao ano. O economista destacou, no entanto, que seria “impossível” deixar os juros neste nível.

Campos Neto também disse que a autarquia está fazendo um processo de “suavização“, para não ter que aumentar a Selic, atualmente em 13,75% ao ano.

“Se a gente quisesse atingir a meta em 2023, a última informação que tive é que a taxa teria que ser 26,5%. É óbvio que a gente entende que isso é impossível”, afirmou o economista, em coletiva sobre o relatório trimestral de inflação.

O presidente Lula e aliados do governo têm criticado o BC e Campos Neto por causa da decisão da autarquia de não reduzir a taxa básica de juros. Durante a entrevista, o economista também disse que está vendo “uma politização de uma linguagem muito técnica“ da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), ao ser questionado sobre o trecho que diz que o Banco Central “não hesitará” em retomar o ciclo de ajuste se a desinflação não ocorrer como esperado, mantido na última decisão. “A menção de alta de juro na ata vinha desde setembro, de antes da eleição”, acrescentou.
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Transcrição
00:00Ontem, a coletiva do Haddad era ao mesmo tempo da coletiva do Banco Central, onde estava
00:05Campos Neto, Roberto Campos Neto, nosso presidente do Banco Central, falando sobre o relatório
00:10trimestral de inflação, que eu não consegui ler ainda, 80 e poucas páginas, mas vale
00:13muito a pena, sempre falo, esse é provavelmente a melhor publicação que o Banco Central
00:18tem, que é esse relatório trimestral de inflação, se você consegue entender muito
00:22bem o que os diretores do Banco Central estão vendo como panorama econômico financeiro
00:28para este país. Muito bem. E aí, a Gleisi, a Gleisi Hoffmann, falou o seguinte no Twitter
00:36dela, olha lá, vou ler para vocês. Lei 179, barra 21, essa é a lei de autonomia do BC.
00:46O BC tem por objetivo fundamental assegurar a estabilidade de preços, controlar a inflação.
00:52O presidente e os diretores do BC serão exonerados quando apresentarem comprovado e recorrente
00:58de desempenho insuficiente para o alcance dos objetivos do Banco Central, que é assegurar
01:04a estabilidade de preços. Diz ela, terceiro ano consecutivo, a inflação estoura a meta.
01:10Se a gente terminar o ano com a inflação onde a gente está previsto terminar, será realmente
01:16o terceiro ano que o Banco Central estoura a meta.
01:20Agora, eu não sei vocês, mas vocês sacaram aí um tonzinho de chantagem, assim, de meio que desafiando, né?
01:31Vem, vem que tem. Vamos exonerar você.
01:36Muito bem. Eis que foram falar com o Roberto Campos Neto sobre isso.
01:42E ele respondeu o seguinte.
01:48Pode baixar aí, olha aí.
01:55Se a gente quisesse atingir a meta em 2023, a última informação que tive é que a taxa
02:03teria que ser 26,5.
02:05É óbvio que a gente entende que isso é impossível.
02:17Como diria aquele personagem lá do Tropa de Elite, no rosto não, vai estragar o enterro, Glaze.
02:22Mas se a Glaze quiser, põe o juro a 26, então é isso que ela está...
02:31O que ela quer dizer com isso?
02:32O juro devia estar a 26, então, para o cara não ser exonerado?
02:36É isso?
02:40É...
02:41É isso, essas coisas.
02:43Bom, a Tebet também ontem falou lá na saída do Ministério do Planejamento com os jornalistas,
02:49falando que a ata sinalizou que o Copom, né, acha que está tudo bem e que reconhece o esforço do governo, né?
02:58Diz a nossa querida Tebet.
03:00O Acabouço, acredito, foi bem recebido...
03:02Cadê?
03:02Não, não, não.
03:03Cadê, cadê?
03:06Ah, não está aqui a frase dela?
03:09Acho que está um pouquinho para cima, não está, não?
03:12Ah, não, está aqui, olha.
03:13Que a ata do...
03:14Isso está aí.
03:14Reconheceu o esforço do governo federal para conter o déficit fiscal e apresentaram o Acabouço
03:19crível e execuível.
03:21Ela disse que o projeto da equipe econômica é bom e é equilibrado.
03:24Aí depois vai falar, rasgar cedo aí para o Acabouço, que a gente já conversou sobre isso.
03:30Muito bem, e aí perguntaram para o Roberto Campos.
03:35O Roberto Campos disse que não viu detalhes do Acabouço fiscal e, portanto, não vai falar nada.
03:41Só disse que viu boa vontade.
03:45Aos de coração puro, né?
03:47Boa vontade da equipe econômica.
03:49A gente ainda não olhou os detalhes.
03:51Tivemos uma exposição ao Acabouço e entendemos que haveria ainda calibragem nos parâmetros.
03:55Olha como é esse querido Roberto Campos Neto, né?
04:00Um homem olhou e falou assim, gente, quando ele fala aí, ó, precisa de calibragem nos parâmetros,
04:07ele fala assim, olha só, essa conta aí, na matemática que eu aprendi, não fecha, não.
04:12Vamos olhar e analisar o que está sendo anunciado.
04:16O importante para a gente é como incorporarmos isso nas nossas projeções.
04:20Nós não fazemos fiscal, mas incorporamos isso nas nossas expectativas.
04:25Temos um regime que se baseia em câmbio flutuante e regime fiscal.
04:28Precisamos avaliar e ver como será a trajetória.
04:31Eu destaquei que existe uma boa vontade muito grande da Fazenda em fazer um Acabouço robusto.
04:35Quando olhamos ao Acabouço, sem a calibragem dos parâmetros, parecia bem razoável,
04:39mas faz bastante tempo e não tivemos atualização.
04:44Vou nem comentar mais nada.
04:46Prêmio, joinha, sucupira joinha para o nosso querido Roberto Campos Neto.
04:53Depois o pessoal fica com raiva aí que eu gosto do Roberto Campos Neto.
05:02Obrigado.
05:05Obrigado.

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